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Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Vencendo o pecado



http://www.aliancadocalvario.com.br/mensagemdodia.php

Tentação

"Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca." Mt 26.41
Meu desejo é que você, através dessa mensagem, aprenda exercer domínio e vitória sobre seu maior inimigo: O pecado. Entenda, ele é a força destruidora da Criação, ele é o mal desse e de todos os séculos, ele é a causa de todos os males da humanidade, o grande obstáculo da Igreja.
Por ele temos sido golpeados de tal forma ao ponto do cristianismo desse tempo ser praticamente mundano, veja os cristãos: estão fracos, envolvidos em escândalos, dívidas, casamentos destruídos, não têm vida de oração, não conseguem ser intrépidos nem ousados e convivem em meio a crises de todas as espécies! Sabe o porquê desse cenário em sua vida?
Seus Pecados! E assim continuará – podendo se agravar ainda mais – à medida que você continuar a cedendo a esse tão grande vilão.
Temos que estar atentos às Escrituras e observar cuidadosamente os seus ricos ensinamentos. O nosso grande problema é que lutamos demais contra o pecado! Só que a maioria só luta contra o pecado já consumado e suas consequências trágicas: tomam sempre medidas remediadoras – mas não preventivas – e é isso que Jesus está ensinando, quando diz: "para que não entreis em tentação".
É sobre isso que quero discorrer com você nesse dia: Jesus ensina uma medida preventiva, uma forma de exercer domínio sobre o pecado. Vencendo a tentação! A maioria dos pecados não ocorre sem primeiro sermos tentados, ninguém "peca no susto", ou "sem querer". Estou dizendo que sempre que caímos em algum pecado, fomos primeiro tentados. Pode até haver pecados inconscientes, mas não serão esses que nos condenarão com maior força.
Pergunto-te, como você está lidando com isso? Jesus ensina "vigiai", isto é, estai em alerta, acordado, apercebido, você tem sido tentado? Quem tem mexido com você? Naturalmente, você que lê pode estar passando por situações embaraçosas. Aquela pessoa está mexendo com você? Você está entrando em um jogo de sedução, seu coração está balançando por essa pessoa e você é casado, ou essa pessoa é compromissada? Cuidado você esta sendo tentado a fazer uma besteira e comprometer ambos para o resto da vida! E quanto a tentação com o dinheiro ilícito? Você tem fácil acesso a numerários, cifras, contas bancárias, caixas, senhas, transporte de dinheiro, e isso está mexendo com você? Ou, possivelmente outras vezes já caiu nesses laços e deixou essas práticas mas agora está voltando?
Tentações! Quando chega determinada hora que você está sozinho, tem vindo desejos por pornografia, o material é de fácil acesso? Vídeos, internet, revistas... logo vem à mente o desejo de apenas de dar uma olhadinha? Somos tentados por tudo: desejos de vingança, sentimentos de ódio, vontade de proferir palavras ofensivas contra outros, situações que somos tentados a denegrir uma pessoa, humilhá-la, rebaixá-la. Sabemos que todas essas coisas são nocivas à "saúde cristã", e que são totalmente reprovadas pelo SENHOR, entretanto invariavelmente falhamos!
Nossa carne corrupta é inclinada à atender todos esse impulsos, somos tentados a tudo isso, e esses desejos – "tentações" – se alojam em nossas mentes. Preste atenção na sua mente, talvez você esteja dominado por pensamentos viciosos e desejos ilícitos de ter aquela pessoa, e tocar no seu corpo, cada pedaço dele está te atraindo: o cheiro, as palavras, como se você estivesse enfeitiçado... e você está alimentando isso, entrando nesse jogo, fazendo planos e pensando em estratégias esdrúxulas. O mesmo pode ser aplicado ao dinheiro, poder, riquezas, vingança, maldades, etc. Pois tudo isso é TENTAÇAO!
Mas, se acalme! Enquanto você não atendeu nenhum desses desejos, o pecado ainda não foi consumado. Não é pecado ser tentado, pois o próprio Jesus foi tentado (Mt 4.1-11). Não será creditada nenhuma culpa a você se você for tentado. O grande segredo é você vencer a batalha nesse ponto. É você não atender o desejo ilícito, é prevenir o pecado vencendo a tentação! Pois se você vencer a tentação, você vencerá o pecado! Ao invés de ficar sempre chorando o "leite derramado", você agora vai impedir que ele se derrame, e Jesus dá as dicas:
Vigiai: Muita gente ora para não pecar, ora na luta contra o pecado, mas se esquece de vigiar! Note: o vigiar vem antes do orar, vigiar significa: se policiar, estar em alerta, guardar o coração de sentimentos, é como se Jesus dissesse: "Neste mundo, enquanto vocês estiverem nele, tudo será como um campo minado. Tenham cuidado onde pisam, pois qualquer descuido é fatal"!
Ninguém que está numa guerra – e sabe que vai atravessar um campo minado – sai correndo descontrolado – como uma criança. Antes, essa pessoa é extremamente cuidadosa. É assim que devemos andar: se sabemos que algo ou alguém está mexendo conosco, deixaremos de ver, falar, flertar com essa pessoa, deixaremos aquela repartição, mudaremos de emprego, não passaremos mais em determinado lugar, não brincaremos com nossa carne, pois o próprio Jesus disse: "Ela é fraca". E de forma alguma brincaremos com nossos sentimentos, pois são eles são "enganosos".
O que você está esperando? Apague esse número de celular da sua agenda, corte relações com essa pessoa, pare de passar por aquele caminho que te leva ao pecado, tire os olhos dessa pessoa – você ou ela são casados! Não mexa nesse dinheiro mais, pare de ficar sozinho na empresa, tire sua mão daquilo que não é seu, antes que o pior aconteça! Fazendo assim, estaremos vigiando, não dando lugar à nossa natureza, nos policiando e nos examinando o tempo todo.
Orai: A oração é importantíssima, porque Jesus ensina que a carne – a "nossa natureza" – é fraca, débil, e é facilmente levada ao erro (pecado). Contudo, uma pessoa de oração é fortalecida pelo Espírito e terá recursos que pessoas normais não têm: recursos espirituais e sobre-humanos, que exercerão domínio sobre a carne e dificilmente algum desejo a dominará, anulando assim a tentação e jamais chegando ao pecado.
O que você está esperando? Vá orar nesse momento! Desenvolva uma vida poderosa de oração e deixe de ser esse "crente fraco" que vive caído, envergonhando a Igreja, os ímpios e o seu Senhor! Vamos orar, o resto é conversa!
Com esses princípios de Jesus, você não terá desculpa de cair em pecado, dizendo: "sou fraco, a tentação está sendo ou foi muito forte e eu não suportei". Vejamos o que o apóstolo Paulo nos revela na sua carta aos Coríntios: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar" (1Co 10.13).
Deus conhece os limites e as fraquezas de cada um e não permite que algo desumano ou insuportável te acometa. Eu aprendo, nesta passagem, que na verdade quando pecamos é porque cedemos à tentação e decidimos pecar, pois junto com a tentação Deus provê os escapes, recursos, forças, autoridade. Veja mais uma vez que ensinamento fantástico e que princípio tremendo para vencer e dominar nosso grande inimigo (o pecado), o segredo é "dominar a tentação".
Talvez você estivesse precisando exatamnete dessa palavra, talvez você nunca se atentou ou entendeu a tremenda importância de lidar com a tentação. Agora ao invés de sempre remediar, lidando com o pecado já consumado e com suas consequências desastrosas – e quão triste isso é – você aprendeu que pode prevenir o pecado antes que ele se consume.
O que você deve fazer? Interceptar o pecado! Como? Lute com as tentações. Eu sei que são muitas e que vêm de todos os lados e de todas as formas. Recorra a Deus em oração, Ele te concederá forças para que você vença todas, sempre provendo escape ao crente fiel e sincero. Aprenda a vigiar, sempre estando em alerta.
Agindo assim, você verá quantos resultados positivos irá colher e que cristão forte e poderoso poderá se tornar a partir de agora, pois Paulo escreveu : "Porque o pecado não terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça" (Rm 6.14).



segunda-feira, 27 de junho de 2011

Chamados para servir








"Eu não vim para ser servido, mas para servir." Mateus 20:28.





Que declaração! O próprio Deus abriu mão das honrarias de ser servido, foi simples ao ponto de não considerar o ser igual a Deus como algo a que devia apegar-se, abriu mão de sua glória, de Sua majestade, do conforto celestial para vir até esse mundo com um propósito: Servir! O próprio Deus se fez homem, se cobriu com um corpo corruptível, se esvaziou assumindo a forma de servo, tornou-se em semelhança de homens, e humildemente nos serviu. E o que faz um servo? Serve! De que forma? Sem esperar nada em troca! Apenas serve! E Jesus fazia isso com tamanha excelência, com tanto amor que os próprios discípulos se admiravam com tal comportamento! Pense no que é ser um servo... Quais os seus talentos? Qual a sua motivação? Qual a sua prioridade? Para todas essas perguntas só se encaixa uma resposta: Servir! Não há espaço para pensar em si mesmo, não é possível realizar as suas próprias vontades e desejos, servir está na sua natureza! É como nadar para um leão-marinho, voar para uma gaivota, respirar para o ser humano... é natural! Não demanda esforço, não é necessário aguardar um momento oportuno ou uma ordem, não implica em contrariar o seu estilo de vida, não é penoso, pelo contrário, é prazeroso! Servir estava tão intimamente ligado a natureza de Cristo, que espontâneamente Ele exalava essa virtude. Em caminho para uma cidade e outra, enquanto passava pelos aflitos e necessitados que lhe rogavam por algum favor, Jesus liberalmente os servia. Não despedia com fome as multidões que o seguiam, mas supria as suas necessidades físicas dando-lhes alimentos, embora o seu objetivo principal era suprir as necessidades da alma daquelas pessoas. Jesus deu umas das maiores provas de servir ao próximo, quando em determinado momento cingiu seus lombos com uma toalha e pôs-se a lavar os pés dos discípulos (João 13:3 ao 5), a tarefa humilde de lavar os pés de outros eram um trabalho de servos (1 Samuel 25:41; Lucas 7:37-38). Como tem se comportado o nosso coração quando nos é oferecida a oportunidade de servir ao nosso irmão? Ficamos aguardando algum reconhecimento? Será que no fundo do nosso coração, de uma maneira bem discreta, não se revela um sentimento de frustração quando ninguém reconhece que nós tivemos uma atitude de servir alguém? Será que servimos ao nosso irmão (vou me deter apenas ao "servir aos irmãos"...se expandir esse texto ao "servir a todos", misericórdia!) com alegria, com satisfação, com um coração voluntário, não como mera obrigação ou para não contrariar uma determinada ordem, não para reconhecimento próprio ou para agradar homens (“Se eu estivesse procurando agradar homens, não seria servo de Cristo”. Gálatas 1.10), será que realmente sabemos o que é servir? Temos a real noção do que é ser servo? Observe as escrituras: "Porventura agradecerá ao servo, porque este fez o que lhe foi mandado? Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis; fizemos somente o que devíamos fazer". Lucas 17:9,10. Enquadro-me na posição de "candidato a servo inútil" pois nem aquilo que me foi ordenado de maneira clara, pelo meu Senhor, tenho conseguido cumprir na sua totalidade. Que o Senhor tenha misericórdia de nós, gere em nós arrependimento e que possamos observar o maior exemplo de servo que já pisou nessa terra, o próprio Jesus!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O abominável pecado do orgulho






Por David Wilkerson






O orgulho ocupa o primeiro lugar das coisas que Deus não tolera. “Há seis coisas que o Senhor odeia, sete que a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6: 16-19).
A Bíblia diz mais: “Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (I João 2:16). A maioria dos cristãos admitem que batalham contra as concupiscências da carne e dos olhos. Sabem o que é a concupiscência, abominam-na e fogem dela pelo poder do Espírito. Também reconhecem o orgulho em outras pessoas porque estas parecem ser superiores, centradas em si mesmas, ambiciosas e arrogantes. Mas poucos cristãos se consideram orgulhosos. A maioria admite que não chegou aonde deveria, que não se assemelha a Cristo como gostaria, e que existem áreas em suas vidas que necessitam de melhoria.
Poucos cristãos, porém, reconhecem o orgulho em si mesmos. Você o reconhece em sua própria vida? Muitos cristãos admitiriam: “Bem, talvez eu esteja seguro de mim mesmo - confiante até. Na pior das hipóteses me vejo mais talentoso ou inteligente que os outros. Mas não sou orgulhoso! Dou a Deus todo o crédito pelo que tenho realizado e pelo que sou. Tudo está na Sua força. Orgulhoso? Não acho que honestamente eu possa admitir isto. Além do mais, ando em santidade e abro o meu coração para ser sondado por Sua palavra. Se houvesse orgulho, Deus certamente me teria mostrado.”
Recentemente o Espírito Santo me falou ao coração sobre este abominável pecado. Eu disse: “Senhor, quer dizer que Tu queres que eu pregue uma mensagem sobre o orgulho na igreja de Times Square, é isto? Deve haver orgulho na congregação”. A resposta do Espírito me deixou atordoado. “Não, David: eu quero lhe falar sobre o orgulho, sobre os tipos sutis de orgulho de que você é culpado. Primeiro, você deve vê-lo em seu próprio coração, depois então estará pronto para pregar aos outros.” Como a maioria dos outros cristãos, eu achava que no mínimo estava procurando ser humilde. Tomamos cuidado para não nos vangloriarmos como os fariseus no tocante a sermos melhores do que o restante das pessoas. Mas lá no fundo do coração, pensamos: “Não sou arrogante, jactancioso ou ambicioso em excesso. Como poderia, então, ser orgulhoso?”
A palavra de Deus vem trabalhando comigo, expondo formas de orgulho que eu ignorava estar tão profundamente arraigadas em mim -- um orgulho que é o pior tipo de todos. Quando o Espírito disse: “Orgulho em você, David” eu respondi: “Mas Senhor, eu não tento ser alguém importante! Tu sabes disto. Não sou um fanfarrão ou contador de vantagens. Estou de maneira honesta tentando me diminuir para que Cristo possa crescer. Se há orgulho em mim, não consigo vê-lo. Por favor, mostre-o para mim. Trazei-o às claras!” E Ele me mostrou! Quando olho para trás, tremo diante das muitas vezes que cometi deste detestável pecado. Sou culpado dele.
O Que é Orgulho?
Deus vê o orgulho de modo inteiramente diferente do que vemos. Ele mostrou que eu tinha uma definição de orgulho estreita demais. Sim, há um orgulho perverso, jactancioso, arrogante, e que hoje em dia pode ser visto em quase todos nós. Mas há também, um orgulho de natureza espiritual. É praticado pelos que têm andado intimamente com Deus e pode ser visto no mais santo entre nós. Quanto mais espiritual você for, quanto mais revelação tiver recebido, quanto mais perto de Deus tem andado, tanto mais hediondo é este pecado quando cometido. Não é um modo de vida, apesar de poder vir a sê-lo. É um pecado que cometemos mesmo quando ajoelhados, enquanto buscamos a Deus.
Para você entender esta mensagem, quero lhe dar novas definições de orgulho e de humildade. Orgulho é independência -- humildade é dependência. Orgulho é má vontade de esperar que Deus atue no Seu devido tempo e a Seu próprio modo. O orgulho apressa-se a solucionar as questões com suas próprias mãos. Uma das maiores tentações com que se defrontam os verdadeiros cristãos é a de adiantar-se a Deus. É agir sem um claro mandado de Deus. É decidir por si mesmo quando parece que Deus não está trabalhando depressa como devia. Isso é impaciência.
Saul Não Pôde Esperar Pelo Tempo de Deus
Saul cometeu este terrível pecado em Gilgal, conforme relatado no capítulo 10 do primeiro livro de Samuel. Quando Samuel ungiu Saul como rei, “falou Samuel com Saul no eirado” (I Samuel 9:25). Esta conversa, no eirado da casa, girou em torno da grande guerra que ia ser travada com os filisteus. Samuel estava preparando Saul, comunicando-o que fora divinamente chamado para romper com a escravidão. Chegado o tempo oportuno, quando filisteus e israelitas se aproximavam da guerra, Samuel ordenou a Saul que não agisse, que não entrasse em guerra enquanto o povo não se congregasse em Gilgal, para buscar a direção específica do Senhor. “Tu, porém, descerás adiante de mim a Gilgal...sete dias esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare o que há de fazer” (I Samuel 10:8). Esta ação deveria totalmente da parte de Deus. Só Ele quer estar no controle absoluto da situação.
Samuel representava a voz de Deus. Nenhuma de suas palavras “caíram por terra!”. Deus, por intermédio de Samuel, dar-lhe-ia instrução de forma sobrenatural, soberana. “Eu te mostrarei o que hás de fazer.” Deus planejaria tudo - Ele lhe mostraria como conduzir a guerra. Saul foi instruído a nada fazer, além de ir ao altar de Gilgal e esperar pela ordem que viria. Mas a guerra começou quando Jônatas derrotou uma guarnição em Gibeá: “Jônatas derrotou a guarnição dos filisteus que estava em Gibeá, o que os filisteus ouviram, pelo que Saul fez tocar a trombeta por toda a terra, dizendo: Ouçam isto os hebreus. Todo o Israel ouviu dizer: Saul derrotou a guarnição dos filisteus, e também Israel se fez odioso aos filisteus. Então, o povo foi convocado para junto de Saul, e Gilgal” (I Samuel 13: 3-4).
Saul esperava impacientemente. “Então, todo o povo foi convocado após Saul em Gilgal”. Israel entrou em pânico quando a grande força filistéia se aproximou com milhares de carruagens, 6.000 cavaleiros e um exército que lhes parecia tão numeroso como a areia da praia. O exército de Saul começou a desertar para todos os lados e era na melhor das hipóteses, um grupo diversificado sem uma única espada no meio deles. Tudo que tinham eram foices, machados e ferramentas agrícolas. Esta era a verdadeira crise da guerra, que Samuel discutira com Saul meses antes no eirado da casa. A intenção era que houvesse um tempo para reunião em Gilgal à espera de que Deus desse uma palavra clara de instrução. Porém Saul deu a Deus um ultimato para que Este agisse. Se a ordem não viesse até determinada hora, Saul decidiria o que fazer para salvar a situação. “Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel: não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se foi espalhando dali. Então, disse Saul: Trazei-me aqui o holocausto e ofertas pacíficas E ofereceu o holocausto” (I Samuel 13: 8-9).
Esta não era tão somente uma questão de esperar, mas de esperar até - até que viesse a ordem, até que fosse dada a instrução do céu. “Esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare”. Por que Samuel atrasou-se umas poucas horas? Porque Saul estava sendo provado para ver se acreditaria e confiaria em Deus, para ver se Saul obedeceria mesmo que as coisas não saíssem na hora exata. Samuel demorou-se porque Deus lhe falara de modo claro e lhe dissera que demorasse. Deus desejava que Saul fosse um testemunho de humilde dependência dEle em todas as coisas, em especial numa crise sombria.
Mas Saul não passou no teste. Ele olhou para as circunstâncias e tudo pareceu sem esperança. Um espírito impaciente o pressionava. A lógica dizia que estava ficando tarde demais, que algo tinha de ser feito. Posso ouvir suas palavras: “Não posso aceitar esta indecisão por mais tempo. Deus me enviou para fazer Seu trabalho e estou disposto a morrer por Sua causa. Mas eis-me aqui sentado sem fazer nada. Nenhuma orientação, nenhuma palavra da parte de Deus. Tenho de fazer com que algo aconteça, ou tudo estará acabado. Se continuarmos sem fazer nada, ficaremos totalmente sem controle.” Isto é orgulho absoluto -- a necessidade de ficar no controle da situação. Saul realmente acreditava que as coisas estavam saindo de controle.
É neste ponto que tenho falhado com freqüência. Detesto não estar no controle das situações. Não que eu queira ser o chefão ou o senhor sobre os outros. Simplesmente não me agrada o sentimento de desamparo e dependência. Vivendo em Nova York, esta foi a primeira vez que tive de morar em um apartamento no alto, à mercê do senhorio, do superintendente, do sindicato, dos elevadores e dos aquecedores quebrados. Quando as coisas não funcionam tenho de esperar, esperar, esperar. Digo à minha esposa: “Já estou farto disto. Vamos comprar nossa própria propriedade, para ficarmos no controle. Isto é ridículo”. Quero estar no comando.
Com relação à Igreja de Times Square, às vezes me sinto como Saul, com coisas impossíveis avolumando-se por todos os lados. Sentimo-nos tão desamparados, e o inimigo nos parece tão grande e poderoso. Fico muito ansioso e quero comandar todas as decisões. Não gosto de, tendo pago o aluguel, ficar a mercê de senhorios inconstantes. Deus nos prometeu um lugar permanente. Mas eu o quero agora! Estou impaciente! Há muita coisa para ser feita e tão pouco tempo. Fico pensando: “Até quando, Senhor? Não me agrada ficar fora do controle. Necessitamos de alguma providência!”
Mas Deus diz: “Você confia em Mim? Espere! Tendo feito tudo que está ao seu alcance, simplesmente tenha calma e veja o livramento do Senhor!” A parte mais difícil da fé é a última meia hora, pouquinho antes da resposta prestes a aparecer, pouquinho antes de Deus estar prestes a operar um milagre. É aí que perdemos as forças, desfalecemos, tentamos fazer algo acontecer. Isto é orgulho pecaminoso. “Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar” (I Samuel 13:10). Tão logo tomou o problema em suas próprias mãos, Samuel chegou. A instrução divina estava bem ali à porta, apenas com alguns minutos de atraso! Saul, porém, não agüentou esperar.
Implicações em Não Se Aguardar que Deus Opere
Acusamos Deus de nos enganar. Saul, agindo com impaciência, por conta própria, estava dizendo: “Deus me enviou para realizar a Sua obra, mas deixou comigo a tarefa de calcular como consegui-la. Ele me disse para fazê-la, mas agora me faz sentar e esperar. Se Deus não quer responder, não me pode julgar por fazer o que tenho de fazer.” Tomar o lugar de Deus é terrível orgulho. É acusar Deus de negligência. Somos mandados, como Saul, a esperar no Senhor, aquietar-nos e ver a Sua salvação, sempre confiar nEle de modo que Ele possa dirigir nossos caminhos. Mas quando expira o último prazo que estabelecemos, e não podemos mais esperar por Deus, tratamos de escapar e fazer com que as coisas aconteçam. Por nossas ações estamos dizendo: “Deus na realidade não se importa comigo. Ele me rejeitou. Orar e esperar não adianta. As coisas simplesmente pioram. Não posso ficar aqui sentado e ignorado.” Não confiamos verdadeiramente na Sua palavra.
A ordem de Samuel era: “Descer a Gilgal e esperar... Virei, e você receberá as instruções.” Perante Deus, toda a responsabilidade de Saul era esperar pela palavra! Deus queria ouvir Saul dizer: “Deus cumpre Sua palavra; nem uma vez sequer uma palavra saída dos lábios de Samuel caiu por terra. Deus disse que eu deveria esperar as instruções e esperarei. Que todo o exército deserte. Que todo israelita seja covarde. Que todo homem seja chamado de mentiroso. Se Deus quiser, Ele me enviará um exército de anjos. Esta guerra não é minha. Não tenho a mínima idéia de como ir atrás deste grande inimigo. Está tudo nas mãos de Deus. Fui instruído a esperar pela palavra.”
Mas o orgulho raciocina assim: “Não deve ter sido isso que Deus quis dizer. Talvez eu tenha ouvido mal. O problema está em eu ver e ouvir.” Em vez de nos firmarmos na palavra de Deus, começamos a imaginar coisas. Na cama, tarde da noite, dizemos: “Já sei como aquilo pode ser feito.” É um grave erro fazer algo muito lógico e razoável, quando não se trata de instrução clara do Senhor. Pode ser a conclusão de homens sábios e mentes lógicas, a única opção que têm. Precisamos sair da pressão de executar, de se fazer alguma coisa. Você não tem de fazer nada, senão firmar-se na palavra de Deus. Se você quiser provar algo a Deus, prove que esperará pacientemente que Ele atue. Você acredita de fato que Deus pretende fazer o que diz? É perigoso tomar a dianteira de Deus! Isto é independência!
“Samuel perguntou: Que fizeste?” Respondeu Saul: “Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do Senhor; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos. Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o Senhor corfirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino.O Senhor buscou para si um homem que lhe agrade e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (I Samuel 13: 11-14). Saul esperou sete dias -- mas esta espera não era santa. Ele estava impaciente, irado, temeroso e amuado. Devemos esperar com fé, acreditando que Deus cuida de nós e nos ama, que estará presente no Seu devido tempo. Esta questão de esperar é tão importante que quero lhe mostrar alguns textos bíblicos para prová-lo.
“Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).
“Porque desde a antigüidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Isaías 64:4).
Compare o orgulho impaciente de Saul com a espera de Davi em Deus para obter direção. Quão maravilhoso! E quão claro! “Os filisteus tornaram a subir e se estenderam pelo vale dos Refains. Davi consultou ao Senhor, e este lhe respondeu: Não subirás; rodeia por detrás deles e ataca-os defronte das amoreiras. E há de se que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então, te apressarás; é o Senhor que saiu diante de ti, a ferir o arraial dos filisteus. Fez Davi como o Senhor lhe ordenara; e feriu os filisteus desde Geba até chegar a Gezer” (2 Samuel 5: 22-25). O inimigo estendia-se diante de Davi, mas este tinha que esperar a palavra de Deus! Só então se apressaria.
Servidão
O não ter orgulho tem sido confundido com a idéia de servidão. Todo mundo, hoje, quer ser tudo exceto servo. Um grande jogo de crianças nos Estados Unidos tem o nome de “Senhores do Universo”! E isto está se tornando a teologia de muitos cristãos. Citamos este texto bíblico: “Assim que já não és escravo, mas filho; e se és filho, és também feito herdeiro por Deus” (Gálatas 4:7). O que Paulo está dizendo, é que um filho que tenha sido instruído corretamente, sabe que é legalmente filho do rei com todos os direitos, mas ele ama o pai de tal modo que escolhe o papel de servo. Paulo, na mesma carta, diz que era “servo de Jesus Cristo” (Romanos 1:1). Simão Pedro chamava a si mesmo de “Servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2 Pedro 1:1). E Cristo, o Senhor, o próprio Filho de Deus, “antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens...a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:7-8). Que haja em você esta mente que houve também em Cristo Jesus. O servo não tem vontade própria; a palavra do seu senhor é sua vontade.
A Cruz representa a morte de todos os meus próprios planos, de todas as minhas idéias próprias, de meus desejos próprios, minhas próprias esperanças e sonhos. Ela é acima de tudo a morte absoluta da minha própria vontade. Isto é a verdadeira humildade. A humildade é associada unicamente à Cruz. “...a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8). Ele havia dito aos Seus discípulos: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou...” (João 4: 34). Ele diz: “Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo” (João 5: 30). Em outras palavras: “Recuso-Me a tomar os problemas em minhas próprias mãos. Espero para ouvir cada instrução de meu Pai!” Ele que é a Luz, a inteligência absoluta, que é conhecedor de todas as coisas, humilhou-Se, tornou-Se dependente do Pai em todas as cosas. “Eu não posso fazer nada de mim mesmo”, disse Jesus.
João escreveu: “...pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo” (I João 4:17). Não existe cristão verdadeiro senão aquele que pode dizer: “Desejo realmente fazer a perfeita vontade de Deus.” Mas é aqui que nós falhamos: colocamos nosso coração em algo que desejamos, algo que nos parece bom, que nos parece lógico, mas que não é a vontade de Deus. Jejuamos, oramos, e intercedemos por aquilo! Derramamos um rio de lágrimas! Clamamos por aquilo que queremos! Amarramos os demônios que nos impedem de possuí-lo. Citamos a Bíblia! Conseguimos que outros concordem conosco! Uma das maiores armadilhas para apanhar cristãos vem a ser aquela ótima idéia que não vem da mente de Deus, uma boa estratégia que não é a de Deus, um plano bem concebido que não é o dEle. A pergunta é: pode o seu desejo sobreviver à Cruz? Pode você desviar-se deste desejo e morrer para ele? Você pode honestamente dizer: “Senhor, talvez não seja o diabo que esteja me detendo, mas Tu! Se não for da Tua vontade, isso poderá me destruir. Desisto em favor da Cruz! Da morte! Faz do Teu modo, Senhor!” ?
É quando você desce ao abismo da morte para todo o seu eu, toda a sua ambição e toda a sua vontade própria, é quando ouve a voz de Deus. Jesus disse: “...vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus...todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão” (João 5: 25,28). É por isso que milhares de cristãos hoje se complicam ouvindo pequenas vozes. Há confusão, as coisas não saem direito porque não tem havido morte para a vontade própria. Sim, creio que Deus fala a Seus filhos. Pode-se ouvir Sua verdadeira, santa e inconfundível voz, mas só depois da crucificação da vontade e do desejo próprios. Jesus ouvia de maneira clara a voz do Pai. De igual modo Paulo, Pedro e Estevão; mas só porque eles estavam mortos para este mundo. Eles se consumiram fazendo apenas a vontade de Deus.
O Que é Humildade?
Humildade é se colocar na total dependência de Deus. É confiar que Deus faz a coisa certa, na hora certa, do modo certo! É confiar que Ele lhe usará da maneira certa e na hora certa. Humildade é esperar com paciência no Senhor, em um espírito de expectante fé. O orgulho não tem paciência: “Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente isto acabará mal” (Salmo 37: 7-8). Ou seja: “não se indigne pelo aparente sucesso dos que parecem estar rejeitando você. Eles caminham por atalhos. São abençoados e prosperam enquanto você está aqui sentado, confiando em Deus, orando.” Deus diz: “Espere somente. Eles estão em terreno escorregadio. Você não se arrependerá se fizer a coisa à Minha maneira. A paciência está realizando um trabalho em você. Você está se fortalecendo por esperar com fé. Deixe que a paciência realize sua obra perfeita em você!”
A pessoa de experiência piedosa não é o cristão sempre ocupado, mexendo aqui e acolá. Pelo contrário, é aquela que espera em Deus com paciência e fé. Está ganhando experiência, conforme nos diz Romanos 5:4: “Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tiago 5: 10-11). Deus equipara o “andar digno diante dele” à paciência jubilosa e à longanimidade. “...a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado...sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria” (Colossenses 1: 10-11).
Promessa de Jesus Para os Últimos Dias
Jesus deixou-nos uma gloriosa promessa para cuidar de nós até que atravessemos os dias escuros que estão por vir! “Porque guardaste a palavra de minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Apocalipse 3:10). Jesus está dizendo: “Você permaneceu fiel quando provado pelo mundo. Alegremente esperou que Eu operasse. Agora, enquanto há provações no mundo inteiro, Eu o guardarei delas. Você comprovou que confiará em Mim, venha o que vier!” O Senhor está neste exato momento preparando um povo humilde que tenha comprovado que Deus é fiel. Não só dizem: “Deus está no controle”; eles permitem de fato que Ele controle suas vidas. “Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor” (Salmo 112:7).




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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Em busca do prazer e da satisfação



Hoje em dia, não é difícil perceber o quanto a indústria do entretenimento tem investido para "distrair" ou trazer um pouco mais de diversão as pessoas. Nunca se investiu tanto para se obter resultados tão inespressivos. O ser humano vive suas mazelas, suas doenças, seus traumas e em contra partida, lhe é oferecido um analgésico para a alma, com a intenção pura e simplesmente de maquiar um problema que precisa ser resolvido na cerne. Uma onda de atrativos nos alcança diariamente com as mais variadas opções de "divertimento", Internet, televisão, música, shows, bares, baladas, álcool, drogas... mas por que isso nos seduz tanto? Por que nos sentimos tão atraídos, tão instigados a usufruir desses prazeres? Queria falar um pouco sobre canais de entrada. Temos em nós alguns canais de entrada que são responsáveis pela absorção da maioria das coisas que desejamos. Aquilo que foi gerado em nosso coração, seguiu uma ordem para criar o que chamamos de desejo. Primeiro passou por um canal de entrada, que pode ser os nossos olhos ou nossos ouvidos, foi processado em nossa mente e só depois caiu em nosso coração gerando o desejo. É como se nos fosse dadas oportunidades de decidir o que fazer, antes de se gerar o desejo. Existem processos que ocorrem e que são possíveis de serem filtrados para evitar que algo, que não é bom, caia em nosso coração. Podemos decidir em que direção olhamos, aonde estamos focando os nosso olhos (se os teus olhos forem bons...), será que temos permitido que nossos olhos se fartem de pornografias, de cobiças, de televisão, de Internet? Podemos decidir também sobre aquilo que temos ouvido: fofocas, rodas de dissensões, falatório inúteis sobre tendências, volto a falar da televisão... a influência que esse aparelho tem exercido sobre as famílias, através das novelas, minisséries, programas de fim de semana, filmes, é impressionante! Mas, volto a perguntar, por que essas coisas nos seduzem tanto? Por que gastamos horas e horas diante da TV, ou na Internet, ou participando de conversas cheias de veneno e maldade que não edificam em nada? Por que buscamos nos entreter de alguma forma para que possa ser gerado em nós a satisfação e o prazer? Na verdade o ser humano possui carências que foram adquiridas pelo pecado original, o pecado de Adão. Perdemos a semelhança de Cristo e adquirimos uma identidade carnal e ligada com as coisas desse mundo, algo de Deus que havia em Adão foi perdido devido ao pecado, desde então o homem passou a sentir a necessidade de que alguma coisa estava faltando, passou a se sentir "incompleto" e começou a buscar alternativas para suprir essa carência, como a natureza do homem foi corrompida pelo pecado, passando a ser carnal, este começou a procurar por coisas carnais para suprir essas necessidades. A busca segue por toda a história da humanidade, nada nesse mundo pode suprir a carência na alma do homem, nenhum prazer dessa vida, por mais intenso que seja, pode substituir aquilo que foi perdido pelo pecado, a satisfação da carne é momentânea, e gera morte. Só há uma forma de voltar ao propósito original de Deus, de ser semelhante a Ele, de ser totalmente suprido das necessidades da alma e ter uma vida de prazer e satisfação que não é momentâneo, mas que vai durar para toda a eternidade. A solução é Jesus! Precisamos nascer de novo e isso se tornou possível através do sacrifício de Jesus na cruz. É possível se voltar para Deus, reconquistar aquilo que foi perdido, viver uma vida em abundância! Quando essa palavra cai no coração de quem a ouve, é gerado o arrependimento! O arrependimento é a chave que dá acesso a essa nova oportunidade, nascer de novo, voltar a ter comunhão com Deus! Amados, se estamos nos sujeitando a viver uma vida de independência, de satisfazer os desejos da nossa carne, de tentar suprir uma carência na alma com coisas desse mundo, atentemos a essa palavra: "Disse Jesus: vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregado e eu vos aliviarei!" O que faremos então? Entre a vida e a morte, escolha a vida! Jesus está a porta e bate, abra para Ele, convide-o para ser Senhor da sua vida, reconheça a sua insignificancia e o senhorio de Cristo e experimente uma nova vida!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Faxina...


Ontem estava numa faxina la na igreja, sozinho, liguei o rádio e comecei a ouvir alguns louvores, enquanto esfregava o chão me vinha a mente que eu deveria limpar cada cantinho, as partes menos visíveis, aonde dificilmente alguém perceberia, limpei os banheiros, o corredor, as salinhas das crianças e o gabinete do pastor, percebi que para limpar alguns desses "cantinhos", eu precisaria me curvar, me prostrar. E agora? - perguntei para mim mesmo - estou limpando aonde ninguém vê, áreas de difícil acesso, foi preciso me curvar, me lançar ao chão, foi preciso esforço em alguns momentos, o que faço agora? Agora adore! a resposta veio na hora! comecei a adorar ao Senhor! E vivenciei momentos de intensa intimidade com o Pai! Não tinha programado nada, confesso que no primeiro momento estava até meio "desanimado" com a idéia da faxina, estava cansado depois de um dia intenso de trabalho, o corpo estava pedindo descanso, mas tinha um compromisso e uma palavra empenhada, então... lá estava eu. Fiquei meditando um certo tempo sobre essa situação, entendi que há áreas em nossas vidas que precisam de uma limpeza minunciosa, profunda! Muitas vezes nos preocupamos em limpar apenas aquelas áreas que são mais evidentes, e consequentemente, mais percebidas pelo mundo que nos cerca. Porém, o Senhor nos chamou para andarmos na luz, para vivermos uma vida reta e em santidade e isso implica em uma entrega total, não basta apenas nos dedicarmos as áreas de nossa vida mais "importantes" como por exemplo ministério, vida familiar, finanças e esquecermos de coisas simples como fazer o bem a todos, amar o nosso próximo, ceder um lugar no ônibus para um idoso, devolver um troco a mais recebido por engano, evitar que palavras torpes saiam de nossa boca, enfim...coisas simples demais, mas que não podem ser ignoradas. Não podemos querer atingir um padrão de vida em Deus, sem nos atentarmos aos "cantinhos sujos" que estão em nossa casa, em nossa vida. Ainda que esses pontinhos de sujeira, estejam no mais oculto do nosso coração, a declaração de Davi me traz a memória que não há nada oculto para Deus porque Ele "me sonda e me conhece, sabe o meu sentar e o meu levantar, de longe entende o meu pensamento(...) conhece todos os meus caminhos..."(Salmos 139). o que cumpre a mim, então, é me prostrar ao Senhor, limpar cada cantinho que não está em conformidade com a Palavra do Senhor, isso vai requerer de mim esforço e persistência. Que o Senhor nos ajude a não somente identificar esses pontos a serem limpos como também a removê-los por completo, e isso com simplicidade, prostração e adorando a Ele! (isso é um ouro!)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Padrão


Gostaria de compartilhar com vocês algo que o Senhor tem ministrado em meu coração nestes dias, tenho meditado na Palavra e o Pai tem me mostrado o quanto é precioso estar buscando nEle a revelação da sua vontade, fazer a vontade de Jesus e não a minha é maravilhoso!! Muito temos ouvido sobre dependência de Deus, de não fazer a nossa própria vontade, de sujeitar a nossa vida ao governo de Jesus, e isso, claro, como bem sabemos, implica em morte do nosso "eu", em renúncia. Entendemos bem essa palavra pela simplicidade de como nos é comunicada nas Escrituras, não há como abrir possibilidades de outra interpretação, é muito claro! Em colossenses cap.3 ver. 1 a 3 diz: "Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morreste, e a vossa vida esta oculta juntamente com Cristo, em Deus." viram isso??? nossa vida está em Cristo porque morremos, fomos crucificados com Cristo, e ressuscitamos juntamente com Ele, por isso pensemos nas coisas lá do alto, naquilo que envolve Reino de Deus, justiça, prática do bem, serviço, proclamação do Evangelho do Reino, perdão, unidade e principalmente em amar uns aos aos outros assim como o Senhor nos amou, como está escrito em João 13:34 "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. " Por que o Senhor se refere a um "novo mandamento"? Porque antes já se conhecia o mandamento que está no livro de Levítico 19:18 "(...) mas amará o teu próximo como a ti mesmo." Quando o Senhor menciona "novo mandamento" acredito que os discípulos ficaram bem atentos, aguardando qual seria esse novo mandamento, quando o Mestre começa a falar, imagino borburinhos do tipo: silêncio! o Mestre está nos ensinando um novo mandamento...mas...espere um pouco...já conhecemos esse mandamento que nos manda amar uns aos outros. a reação deve ter sido essa até ouvirem a conclusão do mandamento: ..."assim como eu vos amei." Uau! Que padrão! amar uns aos outros como a si mesmo, acaba criando limites, imperfeições, complicações, etc. Mas amar como Ele nos amou e se entregou a si mesmo por nós, é o maior nível de amor que alguém pode ter! A carta de Paulo aos romanos nos ensina que por amor ao Senhor somos entregues a morte o dia todo (Romanos 8:36). O que eu gostaria de ressaltar é que, o que nos está proposto na glória, junto com Cristo Jesus, com nosso amado noivo, é infinitamente maior do que tudo o que pudermos imaginar !!! quando pudermos olhar nos olhos do nosso Senhor, vê-lo de braços estendidos para nos abraçar e ouvi-lo dizer: Vinde, benditos de meu Pai. Possuí por herança o reino que vos está preparado desde a fundação do mundo;(Mateus 25:34), será sem dúvida um dia de muita alegria, júbilo e festa !!! permaneçam firmes no Senhor, orem sem cessar, meditem na palavra dia e noite, suportem uns aos outros em amor, compartilhem as necessidades com os santos, vivam a vida de Deus todos os dias !!! não desanimemos com as aflições dessa vida, irmãos ânimo !!! "...certamente venho sem demora. Amém! vem, Senhor Jesus!" (Apocalipse 22:20). Deus abençoe a todos, amo vcs !!! E lembrem-se: amem-se mutuamente como Cristo nos amou!

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bom perfume...

“Seis dias antes da páscoa, Jesus chegou a Betânia, onde vivia Lázaro, a quem ele ressuscitara dentre os mortos. Ofereceram-lhe ali um jantar. Marta servia, e Lázaro estava entre os que se reclinavam à mesa com ele. Então Maria tomou uma libra de um nardo puro, um perfume muito caro, ungiu os pés de Jesus e os enxugou com seus cabelos. E toda a casa se encheu com a fragrância do perfume”. (João 12.1-3)
Faltavam poucos dias para a páscoa e Jerusalém fervilhava. O povo chegava de toda a parte para celebrar a grande festa. Na época de Jesus havia cerca de 50 mil habitantes em Jerusalém. Este número aumentava para cerca de 200 mil na época da páscoa. Jesus decidiu se afastar daquela confusão, e foi passar a noite em Betânia, cidade situada cerca de 3 km a leste de Jerusalém. Lá, Jesus visitou Simão, antes conhecido como “o leproso”, que o recebeu com prazer e lhe serviu uma boa refeição. Nesta época era comum as mesas serem baixas, pouco acima do chão. Por isso, as pessoas se sentavam no chão, e reclinavam-se à mesa. E lá estava Jesus, reclinado à mesa e cercado de amigos. Marta servia a todos, enquanto seu irmão Lázaro estava sentado junto com seu amigo Jesus. De repente, Maria, irmã de Marta e de Lázaro, entrou no lugar onde Jesus estava. Ela se aproximou de Jesus carregando um vaso de alabastro contendo uma libra de nardo puro (Jo. 12:3) e quebrou o vaso, derramando o bálsamo sobre a cabeça Dele (Mc. 14:3).
O perfume era tão intenso que encheu toda a casa (Jo. 12:3). O nardo era um bálsamo raro extraído de uma planta nas regiões do Himalaia (Índia), e sendo um produto importado de longa distância era um artigo caro e raro. A quantidade citada na Bíblia (“uma libra”) equivale a cerca de 326 gramas. Este bálsamo poderia ter sido vendido por 300 denários (Mc. 14:5). Naquela época, um trabalhador recebia um denário por um dia de trabalho. Assim, o nardo derramado por Maria valia praticamente o salário de um ano de trabalho. Com este ato, Maria estava declarando que Jesus é mais precioso do que o mais puro nardo.
Nesta história, uma das muitas lições que podemos aprender é a importância de quebrar o vaso. Em Mc. 14:3 diz: “... e, quebrando o alabastro...”. Por que Maria quebrou o vaso? Era mesmo necessário quebrá-lo? Ele não poderia ter sido poupado? Não seria possível derramar o bálsamo sem quebrar o vaso? Na verdade, não! Observe a foto inserida no início deste texto. Esta é uma imagem de um vaso de alabastro encontrado em Canaã (Israel) datado de aproximadamente 1400 – 1200 a.C.
O alabastro é uma variedade do gesso, e era muito usado para fazer pequenos vasos. O vaso de alabastro era pequeno, com cerca de 14 cm de altura. Seu corpo era redondo, e ia afinando até o gargalo. Possuía uma pequena alça para que pudesse ser carregado preso ao cinto. Ele era selado (ou tampado) no gargalo para que o bálsamo não se perdesse e também para que o perfume fosse preservado. Desta forma, para usar o bálsamo, a pessoa tinha que quebrar o vaso. Para facilitar a quebra e para não correr o risco de quebrar demais o vaso e perder todo o bálsamo, o vaso possuía umas ranhuras em forma de espiral na altura do pescoço. Estas indicavam o local onde o vaso deveria ser quebrado e serviam também para facilitar a quebra. Como o vaso tinha que ser quebrado, não poderia utilizar apenas metade do bálsamo e guardar a outra metade. Era necessário usar todo o bálsamo de uma vez só. Por este motivo, o vaso de alabastro era pequeno, pois era a medida exata para caber uma quantidade suficiente para ser aplicada uma única vez.
O vaso de alabastro é criado justamente para isso. Ele é formado para guardar um bálsamo precioso, e sabe que terá que compartilhá-lo com as pessoas. O vaso de alabastro sabe que quando chegar o momento do bálsamo ser derramado, ele será quebrado. Mas isso não lhe causa dor, pelo contrário, ele sente prazer porque ao ser quebrado o perfume do bálsamo se espalhará pela casa toda, e todos sentirão o suave odor daquela fragrância. Ser quebrado não é o ponto mais baixo da história do vaso de alabastro. Pelo contrário. É o ponto mais alto. É para isso que ele foi criado.
Sabe, nós somos como o vaso de alabastro. Todos nós temos esse bálsamo dentro de nós. Segundo a Bíblia, nós somos o suave perfume de Cristo. Não podemos trancá-lo ou escondê-lo. Ele precisa ser compartilhado. Precisamos deixar que o vaso seja quebrado, para que o bálsamo seja derramado. Só assim, todos sentirão o seu suave perfume. Não lamente quando você for quebrado. Não lamente pela quebra do velho vaso. Preste atenção ao perfume que o Senhor está derramando em sua vida e através dela.
“Graças, porém, a Deus, que, em Cristo, sempre nos conduz em triunfo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento. Porque nós somos para com Deus o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem.”